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Radar do Varejo
O bolso do consumidor anda concorrido
O orçamento do consumidor anda bastante requisitado. Tem bet querendo uma fatia, anúncio descobrindo onde você está e até o presente do Dia dos Pais sendo resolvido em poucos toques na tela. Para o varejo, acompanhar para onde vão a atenção e o dinheiro do cliente nunca foi tão importante.

Nesta edição: o impacto das apostas no consumo, por que localização pode fazer um anúncio vender mais e como o celular assumiu de vez o papel de vitrine, carrinho e caixa.
A casa sempre ganha. E o varejo?
A discussão sobre bets ganhou uma pergunta nova para o varejo: o que deixa de ser comprado quando o dinheiro vai para a aposta?
Entre 2018 e 2023, a participação das apostas no orçamento médio das famílias brasileiras cresceu 3,5 vezes. Elas já equivalem a 38% de tudo o que é gasto com lazer e cultura e a 4,4% dos gastos com alimentação, segundo levantamento da Strategy&. Nas classes D e E, essa presença no orçamento cresceu ainda mais: 4,2 vezes.
E não é só uma comparação de planilha. Pesquisa da CNDL mostra que 46% dos apostadores já abriram mão de algum consumo para apostar. Outros 15% já deixaram de pagar uma conta pelo mesmo motivo. Vestuário, supermercado, restaurantes e viagens aparecem entre os setores que perdem espaço quando o orçamento aperta.

Para o varejo, o sinal é simples: o orçamento continua o mesmo, mas agora tem mais gente querendo uma fatia dele.
Seu concorrente nem sempre vende o mesmo produto que você. Às vezes, só disputa o mesmo dinheiro. Quando o orçamento aperta, entender prioridades, ajustar ofertas e facilitar a compra vira estratégia.
Pra ficar de olho
MÍDIA
Na hora certa. No lugar certo.
Tem anúncio que chega na hora certa. E, pelo visto, no lugar certo também. Pesquisa da Siprocal com o Opinion Box mostra que 77% dos consumidores já compraram após serem impactados por publicidade personalizada por localização. Metade dos entrevistados já recebeu anúncios relacionados ao lugar onde estava, e 68% consideram útil receber promoções personalizadas no celular.

Ou seja: saber que o cliente está por perto pode ser quase tão importante quanto saber o que ele quer comprar.

O que isso mostra: anúncio local não precisa falar com todo mundo. Precisa chegar em quem está perto, com a oferta certa. Menos dispersão pode virar mais gente na loja.
INOVAÇÃO
Mobile commerce: a compra agora é feita pelo celular
Tem boa chance de o presente do paizão sair de um polegar. No Brasil, 61% dos consumidores fizeram sua última compra online pelo celular e, na Nuvemshop, o mobile já concentra 81% das vendas. O Pix responde por 40% das transações, quase empatado com o cartão, com 44%.

Só que a paciência é curta: 53% abandonam páginas que levam mais de três segundos para carregar, e cada etapa extra no checkout aumenta o abandono em cerca de 10%. Se comprar a furadeira exigir cadastro, senha, código e mais três cliques… talvez fique para depois.

O que isso mostra : no mobile, vender mais também é atrapalhar menos. Quanto mais simples a jornada, maior a chance de fechar a compra.
Varejo Experience Brasil
Gazin Atacado
 

Enviado por Gazin Atacado
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